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Coreia do Sul x Cirurgia Plástica: Uma obsessão?

Não é de hoje que eu tenho vontade de escrever sobre esse assunto no blog, e a deixa para o post finalmente sair deveu-se a um episódio do Saturday Night Live Korea.
O Saturday Night Live é um programa semanal de comédia que inicialmente era exibido apenas nos Estados Unidos, seu país de origem. Contudo, devido ao seu sucesso o programa é atualmente desenvolvido em diversos países, e a Coreia do Sul está entre eles.
No episódio 15 do SNL Korea, transmitido no mês passado, as meninas do Brown Eyed Girls (girl group coreano) apresentaram uma sátira sobre a loucura de hoje em dia envolvendo a cirurgia plástica/cosmética.
Elas citam a famosa cirurgia de pálpebra dupla, além da cirurgia no nariz, no maxilar (!), e do já conhecido silicone. De um jeito hilário, com uma adaptação de Poker Face da Lady Gaga, elas mudam a chamada principal para Plastic Face, alegando na letra que as mulheres "fazem tudo", e que o fato dos homens não as reconhecerem é um tanto o quanto engraçado.


Com trechos como: "Você já ouviu falar da cirurgia do maxilar, na qual envolve quebrar a mandíbula superior e inferior?", "Os seios pelos quais você é louco são apenas implantes", "Elas provavelmente amam mais o cirurgião do que você" e ainda "Não fique com vergonha, auto-estima é importante". Essa última frase merece destaque, pois, para os que não sabem, os coreanos são os que possuem uma das taxas mais altas de suicídios. De acordo com a BBC, são cerca de 40 suicídios por dia, e essa é uma estatística de 2011. É tão sério que o próprio governo de Seul já reconheceu isso como um caso crítico que precisa ser resolvido o quanto antes. Além disso, é comum ver nas publicações do projeto Korean Students Speak manifestações desse tipo:


clique para ampliar

Aí entra a questão mencionada sobre a auto-estima. As garotas são obcecadas em alcançar a beleza ideal. Ok, você vai me dizer que isso não ocorre apenas na Coreia, mas no mundo todo. Eu concordo. Mas na Coreia uma coisa leva a outra, porém num level hard, digamos assim. Desde pequenas, meninas são influenciadas e/ou tem em mente de fazer uma cirurgia para destacar mais seus olhos, ter uma pele mais bonita e um corpo esguio e delineado. Outra coisa que também contribui para a depressão e posteriormente o suicídio é o sistema de ensino do país. É dito como um dos melhores, porém um dos mais exigentes também. Acho que as imagens acima falam por si só, certo?
Enfim, trata-se de uma série de fatores que acabam por provocar esse alto índice de cirurgias plásticas e cosméticas. E é algo que começa cedo, já na adolescência. No caso dos k-idols (ou se preferir, celebridades coreanas), esse "problema" é maior ainda, pois a pressão que algumas agências colocam sobre seus artistas é absurda. Assim, acabam de certa forma forçando-os a fazerem estes tipos de cirurgias.


Park Bom - 2NE1
Como exemplo a Park Bom, do 2NE1. Aqui fica claro que no mínimo ela se submeteu à cirurgia de pálpebra dupla, ao compararmos a primeira foto com a segunda. Alguns dizem que ela também fez algo no nariz e no queixo. Mas se tem uma coisa que de certa forma me entristece, é quando a chamam de barbie falsa ou boneca de plástico, pelo fato do rosto dela certas vezes parecer inchado, e por ela ter a famosa "poker face", ou seja, não demonstra muitas expressões em várias situações. Contudo, poucos sabem que ela sofre de um problema nos gâmglios linfáticos. Esse tipo de problema causa a inchação da garganta, o que explica as alterações de voz dela e também a inchação na área do seu pescoço, o que causa essa ilusão de que o rosto dela está maior/inchado. No próprio 2NE1 TV (programa delas exibido pela emissora Mnet), houve um episódio em que ela foi obrigada a se deitar e colocar garrafas com gelo sobre o seu pescoço porque não estava se sentindo nada bem.


Tiffany - Girls' Generation


Jessica - Girls' Generation

As meninas do Girls' Generation. Elas são alvos de vários comentários e questionamentos sobre cirurgia plástica. Alguns as julgam totalmente "refeitas", pelo fato de estarem bem diferentes desde o debut, e outros, alegam impróprio o julgamento por fotos de quando elas ainda eram adolescentes. E isso em certo ponto eu até concordo, pois a maioria das meninas (e meninos) mudam demais após a adolescência. Puberdade, oi? São épocas tensas para alguns; espinhas, mudanças no corpo e tudo mais. Mas pelas fotos acima fica evidente que elas mudaram o rosto. Talvez os olhos, ou um nariz um pouco mais arrebitado e talvez até o queixo. Porém, a julgar que a agência do grupo trata-se da SM Entertainment, na qual é famosa por lançar artistas de sucesso mas também por explorar os mesmos, eu não duvido que a mesma tenha solicitado/obrigado as garotas à esse tipo de cirurgia.

É um assunto um tanto o quanto complicado (?), pois quanto maior o número de artistas "perfeitas" e que se submetem à cirurgias, maior o número de meninas que irão se espelhar nesse tipo de influência, querendo modificar alguma parte em si mesmas. Todo mundo quer ter uma boa aparência, e isso é fato. Mas será que realmente são necessárias tantas cirurgias? Como a do maxilar por exemplo, que foi a que mais me chocou.
Eu fico meio indecisa sobre defender uma só opinião, pois pra mim, se a pessoa está realmente infeliz com sua aparência, tem depressão e etc, vai lá e muda o que não te agrada e seja feliz! Ok, eu não gosto disso e disso em mim, mas é algo que necessita MESMO de cirurgia plástica?, E se for, é preciso fazer tantas mudanças a ponto de você perder sua própria identidade? Bom, certamente não é um problema que se resolve da noite para o dia, mas vale a reflexão e discussão de opiniões.

O vídeo abaixo é o episódio do SNL Korea que mencionei no início e que deu origem a esse post. Ele é curtinho e vale a pena assistir para dar algumas risadas



E você, qual sua opinião sobre o assunto? Conhece alguém que tenha se submetido à cirurgias plásticas?

Referências:

◘ The Grand Narrative
◘ SeoulBeats
◘ Korean Students Speak
◘ BBC UK
◘ Soompi Forums

Amor em ilustração: Malipi

Quem não gosta de ilustrações? Mesmo que alguns não tenham sido contemplados com o dom de desenhar (eu, por exemplo), acho que é inevitável não apreciar uma pintura ou um desenho bem feito. Então, vou apresentar à vocês a Malipi!


A Mari, ou Malipi, é uma ilustradora freelancer de São Paulo, e faz trabalhos lindos. Ela consegue variar bastante de estilo, e o mesmo ocorre com as técnicas que usa. O seu portfolio comporta pixel art, ilustrações vetoriais, desenhos feitos à mão com nanquim, aquarela e lápis de cor. Os meus favoritos são os em aquarela, pelo efeito diferente que fica no papel.
É incrível ver a quantidade de pequenos doodles que ela cria e colore tão perfeitamente! Dá pra ver que é um trabalho delicado e cheio de dedicação e técnicas minuciosas




No mês passado a Mari fez um sorteio na sua fanpage no facebook, e, por acaso eu fui uma das contempladas . O prêmio consistia em uma ilustração em aquarela com um tema de sua escolha. Como eu não consegui pensar num tema, pedi à ela que me desenhasse com base na foto abaixo (tirada pela minha amiga do coração, Cintation). Eu adoro essa foto, pois é uma das minhas poucas lembranças das minhas idas à São Paulo. Saudades amigos paulistas e bairro da Liberdade .


Preciso dizer que adorei o resultado e dei pulinhos de alegria quando recebi a ilustração pelo correio? Primeiramente pelo capricho e cuidado em manter o desenho sem amassar ou obter qualquer tipo de rasura, e segundo porque ficou MUITO parecido comigo! Ela ainda me pediu se poderia mudar um pouco o cenário para um ambiente ainda mais oriental, pelo fato de que eu estava na Liberdade.













E aí, curtiram? Logo logo vou comprar uma moldura para enquadrar. Não dá pra deixar algo tão bonito assim guardado dentro de gaveta .

Para mais informações sobre o trabalho da Mari, acesse:

Facebook
Portfolio/Site
Blog
Loja

Senta que lá vem a história...

NOTA: Esse post é extenso. Você pode achar mais conveniente ler apenas parte dele, mas se fizer dessa forma não conseguirá entender o mesmo por completo.
No início desse ano eu compartilhei com vocês o meu medo a respeito do TCC. Desde janeiro escrevi apenas 6 posts no blog, sendo 3 deles antes de iniciar o projeto. Pois bem, após inúmeras horas de trabalho, noites de sono perdidas, livros comprados, revisões a cada fase, dinheiro gasto com impressões e encadernamento, energéticos e insanidades... eu não cheguei até a banca. Gostaria de estar brincando, ou que isso fosse uma espécie de "rá! pegadinha do malandro", mas não. Fiquei presa na parte teórica praticamente o ano todo, acrescentando uma coisa aqui e outra ali, revisando, mudando e melhorando. A parte prática mesmo eu iniciei apenas na metade de outubro, creio eu. E foi aí que a coisa começou a apertar (ainda mais).


O TCC de design é diferente dos demais cursos, pois além de parte teórica, você precisa criar um produto de design. Se ele for conceitual, você cria e demonstra toda a parte gráfica, caso contrário, além de criar a parte gráfica você deve mostrar o produto físico. Ou seja, dependendo do projeto, dá MUITO trabalho. E não se trata apenas disso, antes de desenvolver o produto, é necessário elaborar e justificar uma série de alternativas e análises para o mesmo. No meu caso, eu demorei demais para finalizar meu produto. Consegui "terminá-lo" apenas no dia da entrega final e ainda precisava estruturar melhor a conclusão do projeto e o memorial descritivo, além de anexar todas as imagens do produto no trabalho para só então organizar o sumário.


A entrega tinha prazo máximo até ás 22hrs de segunda-feira (03). Às 21hrs da noite desse mesmo dia eu me encontrava em casa, chorando de desespero e tentando finalizar a conclusão/memorial descritivo/anexar imagens do produto/arrumar sumário, tudo ao mesmo tempo. A essa altura do campeonato eu sabia que não conseguiria, então resolvi entregar do jeito que estava. Saí de casa às 21:15h, de carro com o meu irmão. Fomos num lugar conhecido tirar as cópias, mas para o meu azar, a tinta colorida havia acabado e o papel A4 estava no mesmo caminho. 21:30h. Seguimos direto para à universidade, para tentar imprimir na central de cópias de lá. Chegamos às 21:45h e o atendente informou que não seria mais possível a encadernação. Tentei transferir os arquivos mas o computador da central estava muito lento e não conseguia processar nada. Fim da linha. Cheguei no departamento de design e, aos prantos, conversei com a orientadora em busca de uma alternativa, mas não havia. Regras são regras, e também não seria justo com os casos que ocorreram nos anos anteriores e não houve oportunidade de entrega posterior. Eu chorei por um bom tempo, demorei pra assimilar tudo e cair na real de que aquilo realmente havia acontecido. Como não cheguei sequer a ir para a banca (pelo fato de que não entreguei o TCC), tenho o direito de continuar com o mesmo tema no ano que vem (apenas teria que iniciar um novo projeto se por acaso eu reprovasse na banca). Menos mal, pensei. O projeto está praticamente finalizado, ou seja, irei apenas ajustá-lo. Porém, é inevitável o sentimento de tristeza e decepção comigo mesma. Aquela sensação de "o que eu faço agora? falhei com todo mundo".


Vou usar o que minha amiga (que também não conseguiu entregar o projeto) disse: "Fiquei muito mal ao perceber que não seria possível compartilhar mais uma vitória (conclusão da faculdade) com todos... mas depois, parei de sofrer e pensar nisso. Você e eu somos perfeccionistas Pri, e você sabe que ano que vem será muito gratificante entregar um trabalho em que a gente sabe que merece 10. Eu sei que fiz o que eu pude até o último instante, e sei que ainda posso mais! É isso, nós não estamos desistindo, estamos nos dando mais uma chance".
Um dos meus professores disse que desistir do TCC no último ano para iniciá-lo no ano seguinte é uma decisão madura; por saber os seus limites e que você talvez não consiga trabalhar o dia todo, estudar à noite e fazer os trabalhos de outras matérias E fazer o TCC ao mesmo tempo. Bom, ao contrário de outras pessoas eu não desisti no meio do ano, embora tenha dado vontade, e MUITA. Mas fui até onde pude e não me envergonho de não ter passado. Bate aquela deprê ao abrir o facebook e ver os meus amigos, seja de design ou de qualquer outro curso, postando mensagens sobre o término da faculdade e/ou apresentação do trabalho de conclusão de curso. Fico feliz por eles, mas fico triste por mim.

O jeito é parar de chorar o leite derramado e me aproveitar do fato de que eu posso continuar com o mesmo TCC, refiná-lo um pouco mais e apresentá-lo sem estresse em 2013.
Se eu conseguir patrocínio ou algo do gênero isso poderá me ajudar muito, portanto, se por acaso você que está lendo esse post, puder contribuir com alguma opção/sugestão/etc, será muito bem vinda(o). Atualmente há em torno de duas ou três iniciativas de revistas com o mesmo enfoque que o meu projeto; acho ótimo e inclusive analisei uma delas no meu trabalho. Contudo, existe uma diferença entre criar uma revista no photoshop ou qualquer que seja o software e distribuí-la gratuitamente ou paga, de modo online ou impresso, com as suas preferências gráficas e de conteúdo; do que desenvolver um projeto gráfico de uma revista com toda uma pesquisa e análise de acordo com o público e o meio em que o mesmo está inserido. Não é algo que surge apenas de uma ideia. É realmente um projeto pensado inteiramente no usuário, com base em um longo e vasto estudo.
Enfim, vou expôr em algumas fotos apenas um fragmento (muito resumido, obviamente) do desenvolvimento da pesquisa e do projeto gráfico da revista, e, ao final vocês podem conferir a versão pronta da mesma.

Para conhecer melhor os interesses do público, elaborei um questionário, no qual foi divulgado de forma online. Dentre as várias perguntas, a questão chave foi a respeito da opinião das pessoas a respeito do lançamento de uma revista com enfoque no k-pop, mas que também aborde a cultura coreana. Após isso, selecionei algumas das respostas mais relevantes.

Opinião do público sobre a contribuição do lançamento da revista proposta.

Para analisar o público alvo de maneira que suas características e necessidades possam ser melhor compreendidas, foram criados dois paineis semânticos. O painel exposto abaixo ilustra as características do perfil do público, trazendo referências das mesmas para demonstrar o comportamento e o modo de agir e pensar de cada um.

Painel Semântico – Características do Público Alvo.

Para verificar as características de revistas similares disponíveis no mercado e compará-las a fim de conhecer melhor o âmbito em que o produto está inserido, realizei a chamada análise sincrônica. Aqui encontra-se apenas uma parte da análise, esta feita das páginas internas da 인기가요 (Inkigayo) Magazine; mas também foram analisadas as capas e, como já informei anteriormente, outras revistas.

Análise sincrônica – Páginas internas da Inkigayo Magazine.

Para direcionar um foco para a revista e, futuramente, conduzir a permanência da mesma no mercado, elaborei um painel conceitual com o propósito de auxiliar na colocação dos valores estabelecidos para a revista.

Painel Conceitual dos valores definidos para a revista.

Além da análise e escolha do formato, tipografia e papel da revista, fez-se também uma análise das cores a serem aplicadas no projeto gráfico. Contudo, pelo fato do tema do meu projeto ser dotado de um estilo particular, onde a mistura de gêneros musicais influencia nos estilos de cada grupo/artista e consequentemente interfere na variação contínua de cores e tons que estes usam para representar a si mesmos, descartou-se a possibilidade de limitação de cores para a revista. Logo, criei primeiramente um painel especialmente para o estilo do k-pop, fazendo referência aos shows, performances, videoclipes, capas de álbuns, roupas e também ensaios fotográficos dos artistas.

Análise de cores quanto ao estilo do k-pop.

E criei um segundo painel exclusivamente relacionado à cultura coreana em geral, onde selecionei imagens que conferem ao próprio país, desde a culinária, televisão, curiosidades, moda, tecnologia e tradição; itens que também foram abordados no questionário realizado com o público e que foram aplicados nas editorias da revista.

Análise de cores quanto à cultura coreana em geral.

Pulando para a parte da construção visual das editorias da revista (são estas as responsáveis por dividirem as seções da mesma), gerei alternativas para decidir o modelo final. Após isso, gerei alternativas para os ícones de cada editoria. O resultado é mostrado abaixo.


Aplicação das alternativas escolhidas para os símbolos editoriais da revista.

Após a escolha das editorias ainda defini a ordem das páginas, ou seja, qual seria a ordem das seções da revista. Depois disso, parti para a geração de alternativas para a capa, como vocês podem conferir a seguir.

Alternativas geradas para a capa da revista.

Baseada nessas alternativas, escolhi a opção 3 como a mais apropriada, e elaborei possíveis opções de capa, apenas para ilustrar a escolha. Demonstrei também a capa final e o grid (linhas de construção) da mesma.


Possíveis opções de capa e alternativa escolhida e digitalizada para a capa da revista.

Após isso ainda gerei alternativas para o sumário, páginas internas, entre outras editorias. Decidi não publicar esse andamento final pois o post já está enorme, então pulei diretamente para o protótipo final (abaixo). Lembrando que, por ser um protótipo, ele não está com o número de páginas e matérias que eu realmente gostaria que estivesse; sendo que para demonstração do modelo precisei "preencher" algumas páginas com pôsteres e citações. Como continuarei com o projeto no próximo ano terei a oportunidade de diagramar a revista com o conteúdo 100%.

Ah, ainda foram elaborados cards colecionáveis como opção de brinde para a revista, sendo estes brindes fixos e que também possam acompanhar outros tipos de brindes. Seriam 21 cards, com o tema do grupo/artista da capa da revista, para favorecer o caráter colecionável dos mesmos.

Modelo da frente e verso dos cards colecionáveis

Espero que tenham gostado! Obrigada (e parabéns, heh) aos que leram até aqui.